quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A edição 137 do Jornal Fato Paulista já está nas principais bancas de jornal da Zona Leste.

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Clientes da Tenda fazem protesto contra a construtora no centro da Capital

Por Aglécio Dias


Dezenas de clientes insatisfeitos com a demora na entrega de seus apartamentos fizeram uma manifestação em frente ao prédio da empresa para cobrarem seus imóveis, muitos dos quais com a entrega atrasada em dois anos.


Clientes insatisfeitos em frente ao prédio da construtora

Depois de meses ligando, reclamando, sendo ignorados e se sentindo desrespeitados com o descaso da Construtora um grupo de clientes de várias partes da cidade se reuniram no último dia 06 por volta das 9:00h da manhã na rua Álvares Penteado no centro da cidade para protestar contra a empresa que segundo eles não entrega os apartamentos que estão prontos e deveriam ter sido ser entregues há meses..


De acordo com os manifestantes entre os vários problemas por eles enfrentados como o fato não ser atendidos pela empresa que marca reuniões para 45 dias depois e não permiti a entrada dos compradores para acompanhar o andamento das obras em seus imóveis existe outra questão que os deixa ainda mais apreensivos que ocorre com o empreendimento “Reserva dos Pássaros” em Itaquera e os “Ferrara” e “Napoli” na Cidade de Poá município de São Paulo.

De acordo com uma das compradoras de um apartamento no “Condomínio Reserva dos Pássaros” a advogada Janaina Cássia de Souza Galo a maioria dos seis blocos do imóvel está pronto há meses, mas os apartamentos que deveriam ser entregues em 2009 estão fechados até hoje, porque a construtora não libera para os donos ocuparem .


A advogada disse que a única informação que tem da empresa é que estão esperando uma autorização da Secretária do Verde para a remoção das árvores existentes no local. “Eles alegam que a culpa é da Prefeitura, mas já conversamos com a administração local e fomos informados que não há nenhum processo nesse sentido, o único que havia foi arquivado porque a construtora não deu continuidade”, comentou.

Janaina acredita que a demora em concluir as obras que começaram em 2006, seja por uma questão financeira uma vez que os imóveis da região tem se valorizado muito nos últimos tempos, principalmente após a notícia da construção do Estádio do Corinthians e de que Itaquera irá receber a abertura da Copa 2014. “Eles chegaram a oferecer cem por cento do valor gasto no imóvel, para que desistíssemos do empreendimento, isso porque hoje aqueles imóveis valem quase o dobro do preço, acredito que eles queiram pegar de volta e vender por um valor bem mais alto”, declarou.


Douglas Augusto Almeida de Souza que está com o casamento marcado para o fim do ano comprou um apartamento no “Reserva dos Pássaros” em fevereiro do ano passado, até hoje já pagou mais de trinta mil e não faz ideia de quando vai receber o imóvel. “Dede que comprei o apartamento de lá pra cá foi só tormento. Fiz um investimento alto e agora estamos assim, sem retorno nenhum, com dinheiro parado e sem saber pra onde ir depois do casamento”, protestou.


Assim como Janaina e Douglas centenas de outras famílias estão na mesma situação, muitas delas afirmam que boa parte dos apartamentos do “Reserva dos Pássaros” estão “prontinhos” para morar, mas sempre que procuram a Tenda para saber quando poderão receber as chaves do imóvel nunca conseguem uma resposta clara. “Eles sempre vêm com uma data diferente, isso quando nos atende o que é muito raro”, disse outra manifestante.


O problema com a não entrega dos apartamentos não se restringe apenas aos clientes de Itaquera é o que comenta Anderson dos Santos. Ele é uma das 140 famílias do “Residencial Ferrara” em Poá, outra obra da Tenda que está praticamente pronta, mas não foi entregue. “A obra que está quase finalizada foi interrompida há meses e hoje o lodo, o mato e a sujeira tomas conta dos apartamentos que foram abandonados pela empresa”, disse.


Assim como no caso de Itaquera a construtora alega que a culpa pela não conclusão dos prédios em Poá é da administração local que não libera o Laudo de Conclusão, documento exigido para que os imóveis possam ser financiados pela Caixa Econômica Federal. “Eles alegam que o problema é da Prefeitura, mas nós conversamos com o secretário de obras da região e ele nos informou que em nenhum momento a Tenda apresentou os documentos necessários para a liberação da obra”, destacou.


De acordo com Arnaldo Carvalho da Silva coordenador de fiscalização da Subprefeitura de Itaquera no caso da obra no bairro, a administração local não liberou o Laudo de Conclusão dos apartamentos do Residencial Reserva dos Pássaros porque a construtora ainda não apresentou todos os documentos necessários para a liberação da obra, de acordo com o funcionário enquanto esses documentos não forem apresentados os moradores não podem ocupar os imóveis, pois correm o risco de serem multados, uma vez que a construção está irregular.

Posicionamento da Tenda para o caso:


A construtora Tenda informa que os empreendimentos Reserva dos Pássaros, Ferrara e Napoli sofreram alterações na data de entrega. A companhia reforça que vem posicionando os clientes sobre o estágio de cada um dos projetos. A Tenda trabalha para adquirir as licenças necessárias para finalizar o projeto Reserva dos Pássaros, com entrega prevista para Julho de 2011, e confirma que as atividades nas obras Ferrara e Napoli retomarão o seu ritmo normal nos próximos dias, e possuem entregas previstas, respectivamente, para Novembro/11 e Dezembro/11.


Subprefeitura de Itaquera fecha área remanescente ocupada por militante do PT

Por Aglécio Dias

Localizada nas esquinas da Nova Radial Leste com a rua Itagimirim no centro de Itaquera, a área era ocupada por um imóvel com várias “lojinhas”, entre elas o diretório regional do PT, que mantinham as portas abertas para o terreno municipal
Funcionários lacraram e muraram as portas dos estabelecimentos

O imóvel de propriedade de Evalto Mendes Ribeiro que se diz assessor do deputado estadual Simão Pedro do PT que estavam com as portas dos seis estabelecimentos comerciais abertas para a área remanescente foi fechada pelos fiscais da subprefeitura de Itaquera na última quinta feira dia 11, que lacraram e muraram as entradas dos comércios.

Existente há mais de um ano a irregularidade foi denunciada diversas vezes pelo Fato Paulista que cobrou dos órgãos públicos a fiscalização do espaço que vinham sendo alugados regularmente para comerciantes que acreditavam está ocupando uma área regularizada.

Foi o que disse Maria de Lourdes Braga dona de uma loja de roupas que estava locada em um dos imóveis e pagava aluguel há um ano e meio, mas nunca foi informada pelo proprietário Evalto Mendes que aquela área era invadida.

“Eu não sabia que aqui era uma área remanescente, nunca fiquei sabendo, pago aluguel há um ano e meio, mas só agora estou sendo informada da situação”, comentou a lojista que não sabia como ia fazer para tirar a mercadoria nem para onde levar. “Agora eu não sei como vai ficar, não sei o que vai acontecer, vou ficar com as coisas presas aqui porque não tenho lugar para pôr”, disse chorando.

Assim como Lourdes o comerciante Odair Donizete que tem uma loja que mantinha uma de suas portas aberta para a área ocupada também não sabia que ali era irregular. “Só fiquei sabendo quando os fiscais da prefeitura chegaram”, disse.

Evalto alegou que o local não é área remanescente e acusou a ação da prefeitura de politicagem. “É assim mesmo, hoje são os ‘caras’ amanhã somos nós. Na política isso já devia ter acabado, mas infelizmente ainda tem”, disse insinuando que há interesses políticos no caso uma vez que a atual administração municipal está nas mãos de um partido de oposição.

O dono dos imóveis Evalto Mendes disse que vai esperar as coisas se resolverem primeiro para depois tomar uma atitude quando ao fechamento da área, mas segundo o chefe da fiscalização da sub de Itaquera Arnaldo Carvalho o espaço dará lugar a uma praça.

Vereador Adolfo Quintas homenageia personalidades de Itaquera

Por Aglécio Dias

Em Sessão Solene realizada em comemoração aos 324º anos do bairro de Itaquera a Câmara Municipal de São Paulo por iniciativa do vereador Adolfo Quintas prestou homenagem á moradores que “ajudam no desenvolvimento do bairro”
Vereador Adolfo Quintas

O evento que aconteceu na noite de terça-feira 09 no salão do Careca Eventos na avenida Itaquera, contou com dezenas de convidados entre membros da comunidade, lideranças políticas e representantes de entidades sociais da região.

Com o objetivo de destacar o trabalho realizado por líderes comunitários e moradores da região itaquerense, o evento serviu ainda para, além de comemorar o aniversário de Itaquera, lembrar que o bairro promoverá a abertura da Copa 2014, o que para muitos será uma oportunidade de cobrar melhorias permanentes para região.

Foi o que alguns dos membros que compuseram a mesa cerimonial destacaram. Como o Subprefeito regional Roberto Tamura que falou de infra-estruturas importantes que ajudarão na realização da Copa como o Metrô que fica próximo ao local onde será construído o Estádio que receberá a abertura do Mundial, falou ainda da rede hoteleira que fica em Guarulhos, assim como o maior aeroporto internacional do país que é o de Cumbica, mas principalmente destacou as obras que serão realizadas para melhoria do trânsito entre outros projetos.

O vereador Adolfo Quintas destacou os trabalhos realizados pelos líderes comunitários que segundo ele “são pessoas que lutaram e deram parte de suas vidas para o crescimento e desenvolvimento do bairro de Itaquera”. “É uma homenagem justa a estas pessoas valorosas e idealistas que lutam para que seu bairro se desenvolva para que tenham uma melhor qualidade de vida”, comentou.

Adolfo Quintas que também foi líder comunitário disse ter o hábito de homenagear as lideranças dos bairros porque acredita que quem realmente faz algo pelos bairros são os líderes e membros de entidades que vão buscar as políticas públicas para sua região.

“Sem dúvida eu tenho o maior orgulho de poder homenagear essas pessoas que ajudam na construção e no desenvolvimento dos bairros” comentou citando ainda o trabalho do diretor do Fato Paulista Luiz Mário Romero. “O Luiz Mário é um lutador, não só pela questão do jornal, mas porque ele vem lutando, ele cobra, ele fiscaliza, ele é um grande líder e é um grande líder porque ele busca fazer as políticas necessárias do bairro”, destacou.

O parlamentar comentou ainda que com a chegada da Copa 2014 a região tem grande potencial de se desenvolver ainda mais e que esse momento não pode ser deixado passar, pois de acordo com ele esse é o momento de se buscar infra-estrutura, qualificação e qualidade de vida para a população local. Para ele isso vai depender muito dos itaquerenses, das associações e de toda sociedade civil organizada para trazer melhorias para Itaquera que se refletirá em outras regiões da zona leste como S Miguel, Itaim Paulista, Ermelino Matarazzo, Guaianazes entre outros.

XV de Novembro realiza festa em comemoração aos 84 anos do bairro

Por Aglécio Dias

Comemorada há mais de cinquenta anos a tradicional festa atualmente é realizada com ajuda de empresários, comerciantes e moradores locais e a cada ano recebe mais participantes

As comemorações que acontecem desde a década de sessenta, na época dos militares, onde eram realizados shows de pára-quedismo e apresentações do exército, da marinha e da aeronáutica, foi resgatada nos anos oitenta pela comunidade que buscava com isso principalmente ter uma mobilização popular para conseguir melhorias para o bairro.

O evento que teve a colaboração da Subprefeitura de Itaquera e da CET (Companhia de Engenharia de Trânsito) contou com apresentações de danças e desfiles dos alunos de escolas da região que levaram para rua temas como o meio ambiente, o aquecimento global, a diversidade social e a Copa do Mundo 2014. Entre outros atrativos como distribuição de pipocas e algodão doce, as crianças se divertiram nos brinquedos distribuídos pelo local e concorreram a sorteios de bicicletas.

Para Eduardo Pinheiro Borges - vice-presidente da Associação dos Lojistas e Moradores do XV de Novembro e do Fórum de Desenvolvimento da Zona Leste essas melhorias começaram com a criação da avenida Nova Radial Leste, mas que “não parou por ai” porque de acordo com ele o que a comunidade quer é um desenvolvimento melhor para a população procurando melhores empregos e mais geração de renda.

“O que a comunidade precisa verdadeiramente á a retomada das obras da Radial para revitalizar os comércios e fazer a ligação entro os dois lados (o XV de Novembro e a Vila Progresso que são separados pela Radial). Se não acontecer isso o bairro não se desenvolve”, comentou.

Para a líder comunitária Doquici Iwama o bairro só vai “respirar” com o final das obras da Nova Radial que ainda não tem alças de acesso, como passarelas e ligações com saídas para outros bairros.

“Sem as alças de acesso e sem as passarelas os bairros não crescem economicamente nem comercialmente e não consegue respirar porque não tem um elo entre eles”

Ela comentou ainda que a festa de aniversário do XV de Novembro é um ato cívico onde a cada ano a comunidade tenta melhorar. “Não é só uma simples festa, mas uma forma de reivindicação, uma forma de fazer um trabalho social e cobrar ações das lideranças que participam desse evento todo ano”, concluiu.

domingo, 7 de novembro de 2010

A edição 136 do jornal Fato Paulista já está nas principais bancas da zona leste

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Clientes denunciam supermercado em Itaquera suspeito de vender alimentos vencidos

Etiquetas com informações sobre os produtos ilegíveis, carnes cheirando mal e o péssimo estado dos frízeres onde são expostos carnes e frios, são algumas das reclamações de clientes do “Radial Supermercados”

Por Aglécio Dias

Muitos moradores próximos ao estabelecimento que fica na avenida Pires do Rio, 3.439, em Itaquera, reclamam da falta de cuidados por parte da administração do mercado que não se preocupa com a higiene nem com a qualidade de muitos dos produtos oferecidos, principalmente nos setores dos frios, da padaria e do açougue.


Segundo o pintor Pedro Rodrigues Brandão é comum ver no estabelecimento carnes com aparência “estranha” e cheiro muito forte, embaladas em sacos plásticos com as etiquetas de informação sobre os produtos praticamente ilegíveis. “Às vezes uma carne com a cor escura não significa que esteja estragada, mas já deixei de comprá-la muitas vezes nesse mercado porque vi que estava vencida e cheirando mal” disse o pintor. “Outro dia comprei um quilo de carne aqui e acabei deixando na saída depois de avisar aos funcionários que o produto estava fedendo”, completou.

Entre outras reclamações o cliente lembrou um biscoito que comprou para o filho de três anos que teve diarréia após consumir o produto. “Quando fui ver o biscoito estava mole, tenho certeza que ele adoeceu por causa disso”, afirmou.

Por conta de um “danone” vencido e um “sonho” (Bolinho frito, feito de farinha) estragado Acilma Conceição Bezerra que fazia compra na loja com certa frequência hoje compra apenas legumes, frutas e materiais de limpeza. “Perguntei se o ‘sonho’ estava ‘fresquinho’ e o funcionário disse que sim, mas quando cheguei em casa percebi que estava com um gosto ruim. Desde então só compro legumes e frutas nesse local”, declarou.

O gerente do “Radial Supermercados”, Sandro de Souza disse ficar no estabelecimento todos os dias da semana e nunca viu nenhuma das irregularidades comentadas, porém minutos antes da declaração, a reportagem do Fato Paulista esteve no local e comprovou que as “geladeiras” onde ficam expostas carnes e outros produtos como salsichas, linguiças e frios, que são parcialmente cobertos por um plástico, têm várias partes internas com sinais de ferrugem e sujeira. Outro fato observado foi um freezer sem tampa onde são armazenados os frangos resfriados, alguns com as embalagens violadas deixando partes da mercadoria em contato direto com as paredes do ambiente, que também tinha marcas de ferrugem á mostra.

A falta de cuidado se espalha por outros alimentos como os “pedaços” de bacon expostos em balcões enrolados por várias camadas de plásticos que dificultava ver a qualidade do produto, não bastasse isso, muitas das etiquetas com informações como data de validade estavam apagadas ou rasgadas tornando impossível saber quando fora embalado e se estava dentro da data de validade.

O proprietário do supermercado José Luiz, disse por meio de seu gerente que “todos os órgãos públicos como Vigilância Sanitária e Defesa do Consumidor já foram ao local, mas não encontraram nenhuma irregularidade”.

Essa versão, porém não vai de encontro com o que disseram Ricardo dos Santos que já comprou produtos laticínios vencidos, Antônio Rodrigues que comprou mortadela e chantili e quando chegou em casa percebeu que estavam estragados, ou como o caso da dona de casa Maria das Mercês que comprou um “pedaço” de bacon estragado e dias depois um frango resfriado que segundo ela “estava azul” e com “cheiro ruim”.

São por esses e outros motivos que ex-clientes como Francis Robson Rodrigues da Silva e Sinval Nunes dos Reis deixaram de fazer suas compras no comércio. “Só tem coisa estragada ou remarcada”, afirmou Robson.

O Fato Paulista entrou em contato com a Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), da Secretaria Municipal de Saúde que informou por meio de sua assessoria que a denúncia foi encaminhada para os gestores responsáveis pela fiscalização que fará uma visita ao supermercado. De acordo com o órgão se for comprovado a irregularidade, dependendo da situação o estabelecimento poderá ser fechado.

Nota de redação: A assessoria de comunicação da Covisa informou que denúncias como as noticiadas acima podem ser feitas também pelo telefone 156.

Padre Marcelo Rossi lança livro na Unicastelo, zona leste da capital

O padre esteve no Ginásio de Esportes do Liceu Camilo Castelo Branco em Itaquera para promover seu ultimo livro “Ágape” e recebeu milhares de fiéis, que enfrentaram horas na fila para conseguir uma dedicatória do religioso.
Por Aglécio Dias
O evento que aconteceu no último dia 27 no Liceu Camilo Castelo Branco em Itaquera reuniu milhares de fiéis, a maioria mulheres, vindas de várias partes da cidade. Os grupos começaram chegar ainda de madrugada e por volta das dez horas da manhã já ultrapassavam as três mil pessoas organizadas em uma extensa fila, que dava volta no quarteirão.

Conhecido como o “padre das multidões” padre Marcelo, como é chamado, chegou ao ginásio de esportes do colégio por volta do meio dia, antes de começar a sessão de autógrafos fez uma oração juntos aos fiéis que esperavam para ter seus livros autografados e também para fazer pedidos, agradecer e receber a bênção, momentos esses, de grande emoção para a maioria dos participantes do evento.

Foi o caso da aposentada Domilia Bernaldo de Araújo, que mal conseguia falar de tanta emoção: “Olha a escrita dele aqui”, disse com os olhos cheios de lágrimas e amparada pela filha Lúcia de Araújo que também chorava muito: “É de tanta emoção”, comentou.

Valdenice Mota de Jesus Santana, que, junto com a mãe e a irmã saíram de casa em Guaianazes ainda de madrugada para ver o religioso, disse que através da missa do padre, Jesus já lhe ofereceu bênçãos que ela “levaria um dia inteiro para contar”. “Foram tantas as graças alcançadas lá no Santuário (Santuário do Terço Bizantino onde o padre realiza a maioria de suas missas, assistida ao vivo por milhares de fiéis toda semana) que se eu for falar eu fico o dia inteiro aqui”, contou emocionada.

Mostrando muita paciência e atenção com os fiéis, que além do autógrafo e tirar fotos, queriam ainda conversar ou “dar um abraço”, o padre comentou sobre o seu mais recente livro, que segundo ele é uma grande bênção. “Esse livro tem sido comentado em todos os lugares que vou, é o mais bem vendido dos meus livros’, disse o sacerdote comemorando os oitocentos e quarenta mil exemplares vendidos até o momento. “É um best seller”, disse orgulhoso, acrescentando que tudo começou quando teve que ficar afastado de suas atividades por quatro meses por conta de um machucado na perna, tempo em que escreveu o livro.

Sobre as escolha de Itaquera para a apresentação do livro o religioso comentou que isso aconteceu porque ele tem um carinho muito especial pela região. “Escolhi Itaquera por que gosto muito daqui e também por que sou corintiano’, brincou no final.

sábado, 23 de outubro de 2010

Acessibilidade: Uma realidade ainda distante nos Cemitérios da Zona Leste

(Parte I)

                  Charge de Jorge Barreto para o jornal Fato Paulista 
 Por Aglécio Dias



Segundo levantamento feito pelo Fato Paulista nenhum dos Cemitérios da região Leste da Capital oferece total acessibilidade para pessoas com deficiência, entre os principais problemas apresentados nesses locais estão: A falta de vagas sinalizadas e de uso exclusivo nos estacionamentos, banheiros totalmente adaptados, exclusivos e sinalizados além de precárias rampas de acesso.
A acessibilidade é um direito das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida garantido pelas Leis Federais 10.098 e 10.048, regulamentadas pelo Decreto Federal 5.296, que definem normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade dessas pessoas aos espaços públicos e privados de uso coletivo tais como parques, sanitários públicos, veículos de transporte coletivo, comércios entre outros locias. Porém fazer com que essas leis sejam cumpridas é na maioria das vezes, uma tarefa difícil, desgastante e burocrática.
Por falta do cumprimento dessas leis o cadeirante, coordenador geral do Movimento Inclusão Já, Valdir Timóteo Leite teve que passar por constrangimento no velório de sua mãe Zilda Cardoso no Cemitério de Itaquera no dia 21 de setembro. Na ocasião, ao precisar utilizar o sanitário percebeu que sua cadeira não passava pela porta do banheiro e teve que fazer o processo de sondagem para o esvaziamento da bexiga do lado de fora do ambiente, na frente de várias pessoas.
“Tive que passar a sonda uretral para o esvaziamento da bexiga em um hall de entrada dos banheiros na frente de todo mundo, em local propicio a pegar uma infecção, pois tive que virar um cesto de lixo de boca para baixo para colocar os materiais utilizados para fazer a sondagem, materiais esses que por orientação médica devem sempre ser utilizados com muita assepsia, mas infelizmente aquele local não oferece nenhuma condição para o uso de pessoas com deficiência”, relatou.
Após passar por essa situação que segundo Valdir já se repetiu outras vezes, ele entrou com um pedido na Câmara Municipal cobrando a fiscalização desses cemitérios e exigindo que a lei seja cumprida. “É preciso que se tomem providências com relação a esse fato, afinal os deficientes também têm o direito de velar seus mortos e ter seus direitos respeitados independente do lugar”, esclareceu.
Em visitas feitas pelo Fato Paulista em seis dos sete cemitérios da Zona Leste, entre eles um particular, foi comprovado que as leis de acessibilidade não estão sendo respeitadas integralmente por nenhum deles.
Entre os Cemitérios visitados estão: Cemitério de Itaquera, Cemitério da Penha, Cemitério da Quarta Parada, Cemitério da Saudade, Cemitério da Vila Formosa I e II e o Cemitério Carmo (particular).

Acessibilidade nos cemitérios


 p          A falta de rampas de acesso

(Parte II)

Cemitério da Vila Formosa I e II, considerado o maior da América Latina, ganhou recentemente um novo velório com vinte salas, conta com banheiros adaptados e de fácil acesso, porém em seu interior tem um local onde cadeirante possa colocar os objetos usados para esvaziar a bexiga como sondas e gases. Outro ponto importante é o fato de o símbolo universal de acessibilidade que tem cores especificas e padronizadas nas cores azul e branco ter sido substituído por outro de cores cinza e escuro. Assim como nos banheiros a sinalização das vagas exclusivas está fora do padrão. Já os outros banheiros que ficam nas entradas do cemitério não têm nenhum tipo de adaptação, além de serem de uso coletivo estão completamente sujos e abandonados.

No Cemitério da Quarta Parada, um dos mais antigos da cidade, não existe nada que indique que o local tem acessibilidade, com apenas uma pequena rampa lateral de acesso ao local do velório o lugar tem banheiros apertados, sujos e de uso coletivo, também faltam sinalização e vagas de uso exclusivo no estacionamento.

No velório do Cemitério da Saudade que fica junto á administração existem banheiros limpos e de fácil acesso, porém não conta com nenhum tipo de adaptação ou sinalização para deficiente além de ser de uso coletivo. Próximo da capela do Cemitério que também é usada para velar os mortos, a situação é muito pior, os locais utilizados como banheiros não têm rampas de acesso e estão totalmente abandonados.

O Cemitério da Penha não possui velório, mas é talvez o mais degradado da região leste, não oferece nenhum tipo de acessibilidade em seus banheiros que ficam trancados a maior parte do tempo. Na entrada principal existe uma escadaria que dificulta a chegada de um deficiente ao setor administrativo.

O descaso e a falta de respeito com a pessoa com deficiência não se limita apenas aos cemitérios públicos. O Cemitério do Carmo, de propriedade privada também está entre os que não cumprem a lei. O local que tem junto a entrada belos chafarizes com carpas nadando, lojas de flores e arranjos, lanchonetes e muitas placas indicativas, também não possuem banheiros totalmente adaptados e exclusivos, nem rampas de acesso, muito menos estacionamentos sinalizados e exclusivos.

Em conversa com funcionários e administradores dos Cemitérios da Quarta Parada, da Penha, da Saudade e da Vila Formosa, todos afirmaram que não existe de fato total acessibilidade nos seus cemitérios e velórios, mas comentaram que existe um projeto da Prefeitura para a reforma de todos os Cemitérios da Capital nos próximos meses.

Sem “bolsa aluguel” moradores de São Mateus invadem prédios no Centro da Cidade

Por Aglécio Dias

Ocupantes de pelo menos dois dos quatro imóveis invadidos nas últimas semanas na região central de São Paulo são moradores da Zona Leste que tiveram benefícios cortados pela Prefeitura


Todas as familias têm direito a três refeições por dia

As mais de duas mil pessoas que ocupam a três semanas dois prédios no Centro de São Paulo, um na avenida Ipiranga e o outro na avenida São João, saíram de ocupações do Alto Alegre no Jardim Iguatemi em São Mateus depois de uma reintegração de posse e um acordo com a Secretária Municipal de Habitação (SEHAB) que ofereceu uma bolsa emergencial de dois meses para cada família, enquanto era negociado a desapropriação do terreno em que estavam.


De acordo com Cláudia Roberta do Movimento Terra de Nossa Gente (TNG) filiado ao Movimento Frente de Luta Por Moradia (FLM), que coordenou as invasões, passados os dois meses do “bolsa emergencial” oferecido, as famílias se viram novamente na rua e acabaram se refugiando no Viaduto do Chá no Centro da Cidade, foi quando mais uma vez receberam da SEHAB outro “bolsa emergencial” de novecentos reais, equivalente a três meses de aluguel, que segundo a militante foi o prazo dado pela Prefeitura para resolver a situação daquelas famílias.

Cláudia conta que passado esse período, sem nenhuma resposta por parte da Prefeitura, decidiram fazer a ocupação dos imóveis que estão abandonados há anos. “O problema é que eles só ouvem a gente, só recebem a gente quando a gente faz ocupação, daí eles vêm e ouvem as nossas reivindicações”, disse.

Maria do Planalto, outra militante do Movimento, contou que a maioria das famílias ali está dentro do “Parceria”, (acordo com a SEHAB no qual é disponibilizado trinta meses de aluguel até que suas moradias saiam). “Eles não cumpriram o acordo, por hoje estamos aqui lutando pelo direito a uma moradia digna”, comentou.

“É assim que a Prefeitura age com a gente, prometendo e não cumprindo, primeiro prometeram bolsa aluguel, depois que o terreno no Alto Alegre seria desapropriado, daí não teve a desapropriação do terreno, não teve o atendimento do “Parceria”, deram apenas um cheque de novecentos reais para cada família, mas o contrato com a administração pública não foi renovado e essas famílias foram outra vez despejadas. Então tivemos que ocupar aqui”, explicou Maria que comentou ainda a falta de interesse da SEHAB e da Prefeitura em resolver a situação deles. “O que falta é boa vontade, porque no caso do terreno do Alto Alegre por exemplo, já foi feito até a vistoria, só falta o presidente do CDHU assinar a desapropriação”, comentou.

“Todas essas famílias que estão aqui hoje são do Alto Alegre em São Mateus que simplesmente foram jogadas na rua, a polícia chegou lá quatro horas da manhã e colocaram a gente para fora na marra. Ou seja, a Prefeitura insiste em primeiro jogar as pessoas na rua, fazendo toda aquela barbaridade que fazem, e só depois é que fala em ajuda e por conta disso ficamos nessa situação”, desabafou indignada a militante.


Parque do Ibirapuera ganha brinquedos adaptados, o próximo pode ser o Parque do Carmo

Por Aglécio Dias

Depois de um pedido feito pelo Movimento Inclusão Já há quase dois anos o Parque finalmente recebeu brinquedos adaptados e passou por pequenas adaptações para atender pessoas com deficiência

Os brinquedos que foram prometidos pelo então diretor do DEPAVE 5 (Departamento de Parques e Áreas Verdes) de São Paulo Heraldo Guiaro após um pedido do coordenador do Movimento Inclusão Já Valdir Timóteo, feito em fevereiro de 2009, foram entregues ao Parque no último dia 12, dia das crianças.

O pedido foi feito após o coordenador, junto a um grupo de cadeirantes do Movimento que passeavam no Ibirapuera, terem percebido que ali faltavam, além de banheiros acessíveis, brinquedos adaptados para crianças com deficiência.

Para Guiaro, hoje diretor do Ibirapuera essa é uma iniciativa que demorou um pouco para ser concluída, mas que deverá ser seguido por outros parques da cidade. “A situação que a gente tem aqui é uma situação de expansão por que é a possibilidade de vermos esses elementos e essas situações se multiplicando pela cidade de São Paulo e pelo Brasil”, comentou.

Valdir Timóteo que acompanhou o processo desde o inicio, foi até o Parque para conferir as melhorias feitas e conhecer os novos brinquedos. “Os brinquedos estão aprovados, agora vamos procurar cobrar para levar isso a outros parques da cidade”, falou. De acordo com ele, as novas instalações no Ibirapuera não refletem a realidade de outros parques da cidade. “Esse é o único parque da Capital de São Paulo que tem brinquedos adaptados”, completou.

Para o assessor especial da Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Luiz Carlos Bosio isso não é verdade, segundo ele nos parque de São Paulo existe sim algum tipo de brinquedo para deficientes e citou o Parque do Carmo como exemplo. “No Parque do Carmo tem, bem em frente à administração, vários brinquedos para exercício de pessoas com mobilidade reduzida. Todos os Parques têm algum brinquedo acessível”, afirmou.

Ele disse ainda ser muito provável que o Parque do Carmo seja o próximo a receber brinquedos adaptados. “No entendimento da Secretária Especial o “Carmo" é o que mais necessita, pela força das pessoas ali”.

Em visita ao Parque do Carmo com um grupo de mais de cinquenta cadeirantes no domingo dia 17, Valdir, que mora na região há décadas, comprovou que não existe nenhum tipo de brinquedo em frente à administração do parque como foi falado, os únicos brinquedos existentes ficam em um morro a mais de um quilometro de distância.
O local também não possui rampas de acesso, nem banheiros acessíveis, situação confirmada por todos os cadeirantes entrevistados. “Aqui precisa melhorar muito”, disse Maria de Fátima, que reclamou da falta de um trocador para deficientes.

domingo, 10 de outubro de 2010

Charge de Duke para O Tempo (MG)

http://www.vermelho.org.br/charges.php?id_param_charge=337

Vereadora assume Prefeitura de Dourados em substituição a juiz

Ele ocupava o cargo interinamente desde afastamento de prefeito e vice.

Políticos da cidade são suspeitos de fraude em licitações e corrupção ativa.

Do G1, em Brasília

A vereadora Délia Razuk (PMDB) assumiu nesta sexta-feira (8) a Prefeitura de Dourados, em Mato Grosso do Sul, em substituição ao juiz Eduardo Machado Rocha, que ocupava o cargo interinamente desde o afastamento do prefeito da cidade, Ari Artuzi (ex-PDT), e do vice-prefeito, Carlinhos Cantor (PR), investigados em suposto esquema de desvio de verbas públicas.

No discurso de posse, a prefeita afirmou que vai avaliar a situação de todos os setores da administração pública e dará prioridade à saúde durante seu mandato.

"O primeiro passo é cuidar da saúde. Você sabe que a saúde de Dourados passa por um período muito difícil. Então nós vamos estar trabalhando todos os nossos esforços para que a saúde de Dourados volte a funcionar", disse.

Délia assumiu o cargo após determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que negou pedido do Ministério Público para o que o juiz permanecesse no cargo interinamente. A vereadora e a prefeitura foram notificadas oficialmente nesta quinta-feira (7) sobre a decisão.

A notificação explica que, "por falta de agente para assumir o cargo de prefeito da cidade", Délia foi convocada para exercer a nova função. Na quinta, ela já havia visitado a prefeitura para tomar conhecimento do processo de mudança de cargo.

Com prefeito e vice presos e afastados, a vereadora, que é presidente da Câmara, era a próxima na linha sucessória e a única integrante do Legislativo municipal que não foi indiciada por envolvimento com o suposto esquema de desvio de dinheiro público na cidade, que, de acordo com a denúncia, incluía pagamento de propina para vereadores.

Com a saída de Délia, a presidência da Câmara será ocupada pelo vereador Dirceu Longhi (PT). Nove suplentes de vereadores já tomaram posse na Câmara Municipal de Dourados (MS) para substituir os que foram afastados pelo Tribunal de Justiça do estado, por conta das investigações do suposto esquema. Mais um suplente deve assumir na próxima quarta-feira (13) um mandato na Câmara.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A edição 134 do Jornal Fato Paulista jé está nas principais bancas da Zona Leste de São Paulo

Fato Paulista denúncia caos no Hospital Santa Marcelina em Itaquera.
Leia essas e outras noticias no http://www.fatopaulista.com.br/

Estádio do Corinthians: melhorias para uns, incertezas para outros

Por Agjécio Dias

Moradores de três comunidades carentes próximas ao local onde será construído o Estádio Corintiano estão preocupados com o destino de suas famílias caso tenham que deixar o local onde moram
Com o anúncio da construção do estádio do Corinthians em Itaquera e o projeto de ampliação das avenidas da região para dar maior vazão ao trânsito caótico existente no local, muitos moradores das proximidades estão empolgados, acreditando que as coisas irão mudar para melhor na região após as obras, esse clima de euforia, porém não se reflete em todos, é o caso dos moradores das comunidades Vila da Paz, Nossa Senhora Aparecida e da Inácio Curi.
Para muitos deles a construção do estádio pode até trazer benefícios para região, mas também pode trazer muita dor de cabeça para quem vive nessas comunidades, pois acreditam que a área será desapropriada para a ampliação das vias e se o Estádio do Corinthians for mesmo receber a abertura da Copa 2014 ai sim é que terão de sair mesmo o quanto antes. “Nenhum governo vai querer uma favela como pano de fundo no cartão postal da cidade”, comentou Luciene Albuquerque moradora da Vila da Paz.
Segundo a moradora há anos existe um projeto de desapropriação da área onde está localizado a Vila da Paz que dará lugar a uma praça que faz parte do projeto de pavimentação do Rio Verde que está parado há quase um ano, mas até o momento não receberam nenhum comunicado referente ao futuro dos moradores que residem ali há quase vinte anos.
De acordo com moradores há seis anos foi feito um cadastro das famílias que viviam nas áreas que englobam as três comunidades que seriam transferidas para apartamentos da Cidade Tiradentes ou de São Mateus, mas ficou apenas nas inscrições, pois nunca ouve nenhuma resposta para o caso.
Ainda de acordo com os moradores há cerca de um ano eles receberam um informativo que dizia que a prefeitura havia recebido verba no valor de 200 milhões de reais para construir moradias para as famílias daquelas comunidades, mas foi usada pelo prefeito Gilberto kassab para outros fins. “Tivemos a informação de que 200 milhões de reais foram destinados para nossa comunidade e até agora o prefeito Gilberto Kassab não aplicou nada aqui, ele deve ter usado para outra coisa”, desabafou Antonieta da Conceição conhecida como Nica.
Os moradores comentaram que sempre vão à subprefeitura de Itaquera para obter informação sobre a situação deles e a respostam que recebem é sempre a mesma, a de que eles sabem que vão ter que sair, só não falam quando. “Nós sempre somos tratados com desrespeito quando vamos à Subprefeitura de Itaquera que nos falam que nós vamos sair daqui, mas não nos dizem quando nem pra onde, parece que nem eles sabem”, reclamou Luciene.
A construção do estádio pode ser uma esperança para os moradores finalmente sair daquela região, mas eles estão preocupados com o fato de, ao invés de receberem uma moradia digna, eles tenham que se submeter a uma “bolsa aluguel” ou “auxilio moradia” enquanto não se resolve para onde mandá-los como tem acontecido com muitas famílias nos últimos meses que tiveram que abandonar os locais onde moravam por conta de riscos como incêndios ou enchentes, mas nunca receberam a tão prometida casa própria. “Não adianta a prefeitura vir com ‘bolsa aluguel’ ou outro tipo de ‘engana trouxa’ pra cima da gente não. Se for pra sair daqui a gente sai, mas para uma moradia decente e que seja nossa”, desabafou a moradora da Vila da Paz.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Presidente do STF vota a favor de Roriz e empata julgamento sobre Ficha Limpa

Fonte: R7

Decisão está sendo discutida entre os dez ministros em debate acalorado

Gustavo Gantois, do R7, em Brasília

O voto do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Cezar Peluso, que empatou o julgamento do recurso do candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz em 5 a 5, causou tumulto na sessão da corte na madrugada desta sexta-feira (24). Peluso declarou, em seu voto, a inconstitucionalidade da aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010, por considerar que ela retroagiria para prejudicar o candidato.

- A nova redação só confirma a presunção de que nem sequer a lei complementar poderia retroagir sem dizê-lo expressamente. Ela não pode retroagir porque viola vários direitos de ordem constitucional, como o direito à dignidade humana.

Com a declaração de voto de Peluso, o ministro Ricardo Lewandowski levantou uma questão de ordem ao invocar um artigo do regimento interno do Supremo que prevê que havendo “empate na votação de matéria cuja solução dependa da maioria absoluta” a decisão será contrária à pretendida ou à proposta.

Isso quer dizer que o empate deixaria Roriz fora da eleição, assim como todos os outros candidatos barrados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e TREs (Tribunais Regionais Eleitorais).

Passadas mais de oito horas de julgamento, os ânimos ficaram mais exaltados. Os ministro Marco Aurélio Mello e Carlos Ayres Britto passaram a defender suas posições. Mello foi contra a aplicação da Ficha Limpa e Britto, relator do recurso de Roriz, foi a favor.

Chegou-se, inclusive, a invocar a possibilidade de utilizar um novo dispositivo do regimento, inserido na reforma do Judiciário, que dá ao presidente do Supremo o voto de qualidade – ou voto de Minerva. Peluso não deu prosseguimento à ideia.

- Não encarnarei o papel de ser maior do que qualquer outra Excelência aqui dentro.

Repercussão geral

Os ministros decidiram que a decisão do julgamento do recurso de Roriz terá repercussão geral. Isso significa que casos idênticos de candidatos barrados pela Ficha Limpa, seja no TSE ou nos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais), terão o mesmo resultado. A decisão, no entanto, não é automática. Cada caso deverá ser julgado um a um, mesmo que o veredicto já seja conhecido.

Entre os principais argumentos dos que querem a aplicação imediata da lei está a justificação de que a Ficha Limpa não precisaria ser aprovada um ano antes das eleições porque ela não interfere no processo eleitoral, mas apenas altera as condições necessárias para que um político concorra a cargos nas eleições.

A candidatura de Roriz foi barrada pelo TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral) e pelo TSE devido ao ex-governador ter renunciado ao Senado em 2007. De acordo com a Ficha Limpa, ficam inelegíveis políticos que renunciaram para escapar de processos de cassação.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Charge de Aroeira para A Charge Online





Lula: “Pão e Circo” para o povo

Por Aglécio Dias

Desde que assumiu a presidência da República, há oito anos, Lula já passou por várias fases negativas e enfrentou diversas crises como a dos “Sanguessugas”, dos “Mensaleiros”, e dos “Aloprados” que incluem casos de desvios de verbas e de corrupção. Mesmo com tantos escândalos sua popularidade só tem crescido nos últimos anos.
Hoje no final de seu segundo mandato, ele deixa o cargo com um dos mais altos índices de popularidade para um presidente brasileiro que pode levá-lo a fazer seu sucessor. O motivo dessa popularidade está ligado principalmente a programas de assistencialismo, que tem realizado por todo país e que lhe renderam o titulo de “pai dos pobres”. Mas será que esse tipo de ajuda está realmente resolvendo a questão dos menos favorecidos? Será que está suprindo as reais necessidades dessas pessoas? Está diminuindo as desigualdades sociais? Será que já não está na hora de trocar esse tipo de ajuda por oportunidades reais para que as pessoas possam tirar seu sustento a partir de seu próprio esforço?
Em seus discursos no horário eleitoral Lula tem falado que a vida dos brasileiros melhorou. Para chegar a essa conclusão ele provavelmente não perguntou às famílias que ficam as margens da BR 116 (Rio/Bahia) próximo a cidade de Vitória da Conquista na Bahia com as mãos estendidas implorando uma moedinha para comprar comida e matar a fome que lhes afligem. E também não passou um fim de semana na casa de algum morador da periferia de alguma grande cidade para ver de perto o sofrimento de alguns pais de família que perderam seus filhos para drogas como o crack. Para bradar que a vida dos brasileiros “melhorou”, Lula não deve saber o drama dos alguns moradores de rua, que “não viram melhora alguma em suas vidas” e continuam deitados em seus “colchões/papelão” cobertos com seus “cobertores/jornal” debaixo de algum viaduto. O “rei do Brasil” com certeza nunca almoçou com alguma mãe abandonada com seus filhos pelo marido no interior do Ceará, morando em uma casa de taipa cujos quartos são divididos por retalhos de lençóis e seu único alimento é um pouco de farelo de milho com algumas gotas de água.
Sim, com “tanto conhecimento de causa” é provável que o presidente da República tenha se baseado nestes fatos para falar em rede nacional com um grande sorriso no rosto que o Brasil está muito melhor do que antes e que o país irá continuar crescendo.
Ele apenas esqueceu de incluir em seu discurso otimista que durante seu governo os bancos e as empreiteiras do país tiveram os maiores lucros dos últimos anos, alguns dos maiores casos de corrupção aconteceram nesse período, muitas pessoas ligadas ao seu partido tiveram um crescimento financeiro considerável. Isso só pra começar.

sábado, 11 de setembro de 2010

Casas ameaçam desabar em são Mateus e a população já não sabem mais a quem recorrer


Moradores reclamam que a mais de um ano a defesa civil foi ao local onde as casas correm o risco de desabar, mas até agora a Subprefeitura local permanece indolente ao assunto.


Época de chuva é sempre preocupante, principalmente para que mora em áreas de risco de deslizamento, com córregos a céu aberto e bueiros entupidos que provocam transbordamentos e inundações, com ruas esburacadas, mato alto, postes sem iluminação, dificuldade ao acesso a transporte publico, entre ouras dezenas de coisas. Por incrível que pareça todos esses problemas são realidade numa mesma região, entre as Comunidades do Tanque e Riacho dos Machados em São Mateus.
São tantos os problemas que não daria para falar de todos neste espaço. Porém um deles tem deixado os moradores muito preocupados ultimamente. É o caso de um sobrado localizado junto a uma escadaria na rua Carbonita com Porto de Mendes, entre as duas comunidades. A casa de dois andares está localizada próxima a um barranco um pouco acima de outras casas que podem ser soterradas caso o imóvel venha a ruir.
Morador a mais de trinta anos no mesmo local o aposentado Lourival José Vieira é dono de uma dessas propriedades que corre o risco de ser soterrada. “Aqui é um perigo eminente. É uma falta de respeito como o contribuinte que paga seus impostos, eu pago IPTU e não tenho uma resposta quanto a esse problema que põem e risco toda minha família”, desabafou.
Antônio Carlos um dos moradores que está com o muro de sua casa com rachaduras diz que a situação ali não é fácil, mas que com um pouco de atenção e competência as coisas até que poderiam ser resolvidas. “Esse é o momento de arrumar isto aqui, por que não está chovendo”, disse.
“A população daqui é discriminada, nem os médicos querem vir trabalhar pra esses lados, ninguém nos dá uma resposta satisfatória”, disse Lourival Bezerra da Silva, outro morador indignado que informou ainda que a Defesa Civil já foi até o local já fez um levantamento e agora só depende da Subprefeitura tomar as providências.
Essa preocupação dos moradores não é por menos, afinal o que se pode ver naquele local é uma tragédia anunciada que pode vir a ser concretizar a qualquer momento, sem que nenhuma autoridade se responsabilize pelo caso. “Eles vem aqui simplesmente para falar que vão votar depois e enquanto isso nós ficamos nesta apreensão o tempo todo” finalizou Antônio.
A subprefeitura de São Mateus por meio de sua assessoria informou que pelo fato de o terreno em que está localizado a casa ser de propriedade privada, a responsabilidade em fazer o muro de contenção do imóvel é do próprio dono e afirmou ainda que já foram tomadas todas as providências necessárias de acordo com a legislação em vigor com a autuação do processo sobre aquele caso.


Aglécio Dias

Colecionador de discos de vinil em Itaquera é referência para quem gosta de músicas raras gravadas nesse formato


Com a chegada dos CDs no finalzinho dos anos 80, começo dos anos 90, muita gente acreditava que os discos de vinil desapareceriam e que em pouco tempo se tornariam peças de museu. Essa previsão não chegou a acontecer, mas os admiradores desse formato reduziram muito, ficando restrito a grupos bem menores.


Um exemplo é o Itaquerense José Aparecido de Oliveira Filho de 39 anos, o Zéca como é conhecido que não se considera um colecionador e sim um “juntador” de discos, pois não compra discos para colecionar e sim para ouvir. “Eu não sou um colecionador e sim um juntador de discos, pois diferente do colecionador que tem discos de vários estilos musicais, eu procuro e escolho aquilo que eu gosto. Tudo que eu tenho aqui são ritmos do meu gosto musical”, explica.
Existe muito colecionador ou “juntador” de discos por ai, mas o que diferencia Zeca da maioria é o estilo que ele ouve Nostalgia, que varia entre os anos 50, passando pelos anos 60, 70, e inicio dos 80 com ritmos como Ritmem Blues, Soul, Partido Alto “de malandro”, Rock ‘in’ Roll, Doowop e Samba Rock.


Ao me mostrar uma parte de seus mais de quatro mil discos, entre compactos e vinil, falou dessa paixão que tem pelos “bolachões” desde criança, mas não antes de tomar o cuidado em tirar um o disco do Oscar Brown Jr. do sofá onde eu estava sentado. “Não é por nada, é que até hoje eu só vi um deste”, ou seja, aquele exemplar.


O interesse pelos discos de vinil vem de longa data, desde que tinha entre 12 e 13 anos, quando assistia aos mais velhos colocando as caixas de som na rua, em frente as casa para ouvir um som, enquanto batiam uma bola, ou “jogavam conversa fora” nas calçadas. Naquela época, entre 1982 e 1983, ele pediu para um conhecido que tinha vários discos e “dava som” em festas, para gravar uma fita K7 com algumas musicas para ele - Você quer as musicas, você compra os discos, pois disco é caro – foi a resposta. A partir daí ele decidiu que teria seus próprios discos.


Hoje participa de festas, de feiras e de encontros entre pessoas com gostos em comum, ali ele de vez em quando, leva algumas de suas raridades para tocar nesses locais, claro que ele mesmo comandando o som.


“O legal disso é quando você mostra uma musica que ninguém tem, quando os outros ouvem ficam doidos para saber quem está cantando ou pelo menos ver a capa, coisa que eu raramente mostro”, disse rindo.


Porém para conseguir alguma musica antiga que seja desconhecida da maioria é preciso procurar muito, tanto em lojas especializadas quanto na internet que é onde encontra a maioria dessas raridades tanto no Brasil quanto em outros países, como o Vinil que acabara de chagar da Grã Bretanha pelo correio e que fez questão de esconder o titulo. “Eu tenho coisas aqui que muitos têm, mas também tenho muita coisa que ninguém tem, pelo menos ainda não vi nem ouvi”, completou Zeca afirmando ainda que tem algumas raridades que prefere nem falar. Entre elas algumas como Jorge Bem, Jô Soares, Aracy da Almeida, Caçulinha, Nenezita Barroso da época do “Tô do Jeito que o Diabo Gosta”, Chico Anísio, Lilico de Bangu e muitos outros também do cenário internacional.

Aglécio Dias

Espaço onde seria construído o Clube Escola de Samba Leandro de Itaquera está a mais de um ano sendo usado como depósito de sujeira e entulho


O local que antes era utilizado por idosos para fazer caminhadas e para outros fins como eventos culturais e esportivos, hoje não passa de uma área abandonada e esburacada com pontas de ferros enferrujados da uma antiga construção a mostra.


Na manhã do dia 26 de maio de 2009, a comunidade Itaquerense esteve reunida em um espaço junto ao Viaduto Jacu Pêssego na rua Ademir Roldan, sem número, no Centro de Itaquera, para um evento de inauguração da “pedra fundamental” do Grêmio Recreativo Cultural Leandro de Itaquera, naquela ocasião estiveram presentes o presidente da Escola de Samba seu Leandro, o Vereador Ricardo Teixeira e o então secretário de esporte do estado deputado federal Walter Feldman.
O projeto previa a construção de uma quadra poliesportiva que seria usada pela comunidade para práticas esportivas e para ensaios da escola de samba a noite. O belo projeto visava também a construção de salas para a realização de oficinas culturais, e jogos de mesa.
Anunciado como um dos grandes projetos para a região de Itaquera naquele momento, com direito a fogos de artifícios, presença de ex-BBB e tudo o mais, o então subprefeito de Itaquera Laert de Lima Teixeira afirmou que as obras começariam imediatamente. Sob o protesto de algumas lideranças as obras realmente começaram logo, mas só começaram, pois foi interrompida ainda na fundação. Hoje mais de um ano depois nada mais foi feito.
Mesmo com a afirmação de seu Leandro de que o projeto para a construção no local esteja “andando”, a verdade é que o que se vê hoje ali são apenas pontas de ferros enferrujados, entulhos e lixos por toda parte.
A Secretária Municipal de Esporte (SEME) informou por meio de sua assessoria que o projeto encontra-se sob consulta para utilização da área e que só depois de passar por uma avaliação na Subprefeitura de Itaquera é que a SEME irá prepara o processo de transferência e termo de permissão de uso do espaço o que ainda não tem uma data para acontecer.
O presidente do COPONG–LESTE (Comitê Popular das Lideranças Comunitárias e das Organizações Não Governamentais da Zona Leste) Raimundo Nonato Reis entende que esse espaço deveria continuar sendo administrado por um órgão público não por um setor privado.
Ele, que sempre foi contra aquele projeto, diz ter sido um dos responsáveis pela implantação da pista de caminhada que existia ali. “Sou totalmente contra essa construção, este é um espaço publico e tem que ser da comunidade. Não tem nada que dá para Escola de Samba, essa Escola nunca fez nada por Itaquera”, desabafou.

Aglécio Dias

Um novo movimento cultural está nascendo na Zona Leste

Projeto de jovens músicos de Itaquera busca criar um novo conceito artístico que lembra os grandes movimentos que mudaram a forma de se fazer musica no Brasil.

A zona leste da capital sempre foi berço de grandes talentos artísticos e musicais, infelizmente muitos deles pouquíssimos divulgados. Muitos artistas vêem isso como um problema, pois a região é um campo fértil de talentos e pensamentos culturais que tem como referencia a realidade da maioria da população brasileira, mas que geralmente não recebem a atenção devida nem tem um espaço adequado para apresentar seus trabalhos.
Para fugir desse paradigma um grupo de jovens músicos da Zona Leste de São Paulo criou o projeto “Engrenagem Urbana”, com a finalidade de reunir em um mesmo espaço músicos independentes que vem fazendo trabalhos interessantes que fogem dos habituais modelos musicais, que seguem sempre uma mesma linha. A proposta é organizar os artistas e levar os trabalhos feitos por eles para rua mesmo.
Faz parte do projeto a cantora, compositora e interprete Maria Elvira, o produtor, arranjador e tecladista Kiko de Souza, o cantor e compositor Samuel Porfírio, o baixista Nenêm Caetano e o percussionista Tiago Rocha.
Segundo Kiko a idéia desse projeto nasceu para que os músicos pudessem interagir entre eles trocando experiências e criado novos ritmos. “Sempre tive vontade de fazer esse trabalho e depois que conheci o Samuel (Porfírio) e a Maria (Elvira) que têm uma mente aberta para novas experiências isso aconteceu naturalmente”, disse.
Maria Elvira uma das grandes promessas da música popular brasileira que tem “todas as influencias possíveis e quantas poder agregar, sem fronteiras”, acredita na força desse projeto. Dona de um repertório que mistura samba. MPB, forró e outros ritmos populares ela toca na noite a algum tempo, mas não gosta do termo “cantora da noite”. “Eu sou do tempo do musico da noite e vejo que eles procuram cantar sempre os mesmo repertórios por isso acabam ficando muito parecidos e eu queria fugir um pouco disso. Quando conheci o Kiko vi que seria possível com esse projeto”, comentou.
Samuel Porfirio, outro nome da nova safra musical da Zona Leste disse que outra proposta do projeto é colocar nas cabeças dos músicos que eles não são apenas músicos são artistas e tem que ser valorizado. “Queremos mostrar que o músico não precisa se prender a uma filosofia ou a um estilo. Por exemplo, o rap sempre foi tratado como provocador por quem não conhece a musica, então nós queremos trazer o rap para o MPB e misturar tudo. Não queremos ser só o musico que toca sempre a mesma coisa, queremos misturar”, falou.

Aglécio Dias

Bar do camacho: Espaço frequentado por “cabeças pensantes que querem se livrar da mesmice que rola por ai”

Ponto de encontro de a elite intelectual da Zona Leste, o Bar do Camacho é referência para quem procura um local agradável e ‘estiloso’ para curtir a noite.

Espaço frequentado por intelectuais, formadores de opinião, músicos, e gente que procura um lugar aonde se respira cultura e bom gosto musical o Bar do Camacho é muito mais que um simples bar. Montado em uma garagem decorada com moveis rústicos, pôsteres, bandeiras e quadros de grandes nomes da música como Janis Jopplim, Jimi Hendrix, Raul Seixas entre outros. O espaço é rústico, porém com estilo. Pisos, paredes, móveis, balcão, tudo organizado de forma harmoniosa que não deixa o local um ambiente pesado nem brega.
Esse local existe e não fica na Vila Madalena no Centro de São Paulo nem no Alto da Lapa na Zona Oeste, é o Bar do Camacho que funciona de terça á domingo das 18h ás 24h, na Rua Sábado D’Ângelo – 19 em frente a 32ª DP em Itaquera.
Atrás do balcão de madeira a mais de 14 anos (entre os períodos que esteve fechado e aberto) Rogério Camacho comanda esse que é um símbolo e patrimônio de Itaquera, berço de bons músicos e compositores como o rapper Samuel Porfirio que faz uma mistura eclética de reague, samba e outros estilos e a cantora Maria Elvira que de vez em quando dá uma ‘palhinha’ na casa junto com a Banda Quinoa que tem o produtor Kiko de Souza nos teclados e que vem produzindo bons trabalhos na Zona Leste. Outro que ‘bate cartão’ no local é o escritor Valmir Macedo, que tem em seu currículo 15 livros publicados.
No na casa é possível encontrar pessoas e tribos de vários estilos e gostos, mas em uma coisa eles são unânimes: O Bar do Camacho é para quem tem um gosto sofisticado e uma cabeça aberta, livre de preconceitos e comportamentos alienados e que procuram um lugar para conversar, ouvir música de qualidade e conhecer pessoas que realmente fazem a diferença no cenário cultural de Itaquera.

Aglécio Dias