quarta-feira, 22 de maio de 2013

Comissão Nacional da Verdade apresenta balanço de um ano de atividades






A Comissão Nacional da Verdade apresentou nesta terça-feira (21) em Brasília o balanço de seu primeiro ano de atividades. A CNV realizou 15 audiências públicas em nove unidades da federação e percorreu todas as cinco regiões do país. Nesse período, a Comissão colheu 268 depoimentos (de vítimas, testemunhas e agentes da repressão da ditadura civil-militar de 64-85), sendo 207 de vítimas e testemunhas de graves violações de direitos humanos.

Além do balanço, a Comissão Nacional da Verdade apresentou o resultado parcial de pesquisas conduzidas pela assessoria da CNV Heloísa Starling, professora da UFMG e coordenadora do Projeto República que apontou que a marinha sonegou informações sobre mortos e desaparecidos ao governo Itamar Franco.

Segundo o levantamento, a Marinha brasileira ocultou deliberadamente informações e documentos do Estado brasileiro, durante o governo de Itamar, em 1993. Na ocasião, o ministro da Justiça, Maurício Correa, requisitou aos comandantes militares informações requisitadas pelo Congresso e familiares de mortos e desaparecidos sobre a repressão.

Na oportunidade a Marinha informou não dispor de informações sobre vários casos de mortos e desaparecidos e citou até reportagens de jornais em vez de fontes próprias. Entretanto, a pesquisadora e sua equipe  obtiveram documentos do Centro de Informações de Marinha (Cenimar), de dezembro de 1972, que indicam que a força tinha informações mais precisas sobre o destino de pelos menos 11 vítimas, entre elas o deputado federal Rubens Paiva, apontado como morto nos registros da Marinha daquele ano.

Leia aqui a íntegra do balanço de um ano de atividades da CNV.

Fonte: Agência Brasil


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